O testículo ectópico é uma alteração congênita em que o testículo não se posiciona dentro da bolsa escrotal, fixando-se em um local fora do trajeto normal de descida.
Embora muitas vezes seja confundido com testículo não descido, trata-se de uma condição diferente e que exige abordagem específica.
Como ocorre a descida normal do testículo?
Durante a gestação, os testículos se formam na região abdominal e migram progressivamente até o escroto. Essa descida geralmente se completa até o final da gravidez ou nos primeiros meses de vida.
Quando há alteração nesse processo, podem ocorrer duas situações distintas:
Criptorquidia: o testículo interrompe a descida e permanece no trajeto normal.
Testículo ectópico: o testículo desce, mas desvia do caminho final e se fixa em local inadequado.
Essa diferença é importante porque muda a conduta e a estratégia cirúrgica.
Os locais mais frequentes em que o testículo ectópico pode estar localizado incluem:
- Região inguinal superficial
- Base do pênis
- Região perineal
- Face interna da coxa
Nessas situações, o testículo pode ser palpado fora da bolsa escrotal, geralmente em posição fixa.
Quando é identificado?
A condição está presente desde o nascimento.
O diagnóstico costuma ocorrer:
- Nos primeiros meses de vida, durante consultas pediátricas de rotina
- Até o primeiro ano, ao se perceber que um lado da bolsa escrotal está vazio
Após os seis meses de idade, a chance de descida espontânea é mínima, o que reforça a importância da avaliação precoce.
O escroto possui temperatura mais baixa que o abdômen e a região inguinal. Essa diferença térmica é essencial para o desenvolvimento adequado das células responsáveis pela fertilidade futura.
Quando o testículo permanece fora da bolsa, podem ocorrer:
- Redução do potencial reprodutivo
- Maior risco de torção testicular
- Maior vulnerabilidade a traumas
- Aumento do risco de câncer testicular ao longo da vida
- Impacto estético e psicológico na adolescência
Na maioria dos casos, o diagnóstico é clínico, baseado no exame físico realizado por especialista.
Exames de imagem podem ser solicitados em situações específicas, mas não substituem avaliação especializada.
O tratamento é sempre cirúrgico?
Sim. O tratamento indicado é a cirurgia chamada orquidopexia, que reposiciona o testículo dentro da bolsa escrotal e o fixa adequadamente.
As principais recomendações internacionais orientam que a cirurgia seja realizada entre 6 e 18 meses de idade, preferencialmente antes de completar 1 ano.
Quanto mais precoce a correção, melhores as chances de preservar função e desenvolvimento testicular.
Testículo ectópico não deve ser encarado apenas como uma alteração anatômica. Trata-se de uma condição que exige acompanhamento e correção no momento adequado para proteger a saúde reprodutiva e reduzir riscos futuros.
Se houver dúvida quanto à posição dos testículos do seu filho, a avaliação com uropediatra é fundamental. O diagnóstico precoce permite tratamento seguro, com recuperação rápida e excelente prognóstico.
Dr. Marcelo de Oliveira Rosa
Uropediatra em Goiânia
CRM-GO: 6839 RQE: 3524/3629
Clínica do Cálculo
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