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Controle fecal na criança

O controle dos esfíncteres pode ser iniciado após os 18 meses, pois, geralmente antes disso a criança não tem maturidade para tal aprendizado. Quando a criança sabe a diferença entre “xixi” e “cocô”, ela normalmente está pronta para iniciar o treinamento.

 

O processo pode durar até o final do quarto ano de vida da criança, sendo que, na maioria das vezes, ocorre primeiramente controle diurno da urina para depois haver o controle da eliminação fecal e de urina noturna. Caso a criança não consiga fazer o controle esfincteriano até os cinco anos de idade, é necessária avaliação multiprofissional mais detalhada.

 

Durante a aprendizagem cabe aos pais serem bastante pacientes com seus filhos, evitando comparações ou repreensões e incentivando-os com elogios. Algumas estratégias podem ser utilizadas para auxiliar na aquisição do controle da eliminação de fezes e urina, por exemplo: levar a criança ao banheiro a intervalos regulares (pelo menos uma vez antes de dormir, no período noturno), usar apoio para os pés ao sentar no vaso sanitário e diminuir a ingestão de líquido após as 18 horas. Levar a criança para participar da escolha do troninho ou pinico; deixar que no tempo dela, conforme o período explicado acima ela manifeste sinais de controle miccional.

 

Estudos recentes apontam que o treinamento esfincteriano inadequado são um dos precursores para sintomas urinários persistentes, como incontinência urinária, enurese, infecção urinária de repetição e constipação na infância.

 

Evacuação é um processo complexo que envolve a musculatura abdominal e pélvica e o esfíncter anal. A evacuação é a distensão do reto que ocorre na presença de fezes no seu interior. Após a aquisição da continência fecal, as evacuações podem ser inibidas voluntariamente pela contração do esfíncter anal, de acordo com a vontade da criança.

 

A constipação, mais conhecida como prisão de ventre tem como causas principais (transição da dieta, predisposição genética, dor à evacuação ou dificuldade em evacuar). Segundo alguns autores, o treinamento esfincteriano inadequado (treinamento precoce, dificuldade no treinamento, experiências traumáticas no banheiro) poderia estar relacionado ao surgimento de constipação, mas não há evidência dessa associação.

 

Durante o treinamento esfincteriano, uma em cada cinco crianças pode apresentar um período de recusa a ir ao banheiro. Este comportamento está associado com consequências negativas, entre elas o controle esfincteriano mais tardio, manobras de retenção de fezes, um risco aumentado de encoprese primária, necessitando, muitas vezes, de intervenção médica.

 

 

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