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Intervenção fetal em hidronefrose: quando realizar?

A avaliação do sistema urinário do bebê começa ainda durante a gestação e tem papel decisivo na identificação precoce de alterações nos rins, ureteres e bexiga. O acompanhamento adequado permite diagnóstico antecipado, planejamento do parto e definição de condutas seguras após o nascimento.

No final do primeiro trimestre, já é possível observar os rins do feto por meio do ultrassom. A partir da 10ª semana, essas estruturas começam a serem visualizadas, mas é entre a 20ª e a 25ª semanas que os exames se tornam mais precisos para detectar possíveis alterações.

Durante o ultrassom obstétrico, o médico avalia diferentes aspectos do trato urinário fetal. Entre os principais pontos analisados estão:

  • Presença e formação dos rins
  • Dilatação das vias urinárias
  • Condições da bexiga
  • Aspecto dos ureteres
  • Volume do líquido amniótico

O líquido amniótico, inclusive, tem relação direta com o funcionamento dos rins do bebê, já que grande parte dele é composta pela urina fetal. Alterações nesse volume podem indicar comprometimento da função renal.

Um dos achados mais comuns é a dilatação da pelve renal, região onde a urina se acumula antes de seguir para os ureteres. Essa condição é chamada de hidronefrose antenatal e costuma ser identificada por medidas específicas no ultrassom.

Considera-se um sinal de atenção quando:

  • A pelve renal mede mais de 4 mm até a 27ª semana
  • Ou mais de 7 mm após a 28ª semana

Esses achados não significam, necessariamente, um problema grave, mas indicam a necessidade de acompanhamento mais próximo.

Outro ponto importante é a avaliação da bexiga do bebê. Quando ela permanece constantemente cheia ou apresenta paredes espessadas, pode haver suspeita de obstrução urinária, como nos casos de válvula de uretra posterior, condição que impede a saída adequada da urina.

Nos casos em que há suspeita de alteração, o acompanhamento com especialista em uropediatria ainda durante a gestação pode ser indicado. Após o nascimento, geralmente é realizado um novo ultrassom entre 24 e 48 horas de vida para confirmar ou descartar alterações identificadas no período fetal.

Em situações mais graves, especialmente quando há comprometimento dos dois rins associado à redução do líquido amniótico, pode ser considerada a intervenção ainda durante a gestação. Esse tipo de procedimento é raro e indicado apenas em casos selecionados.

A cirurgia fetal tem como objetivo aliviar a obstrução urinária, permitindo a drenagem da urina e contribuindo para o desenvolvimento adequado dos pulmões do bebê. É realizada por equipes altamente especializadas, com instrumentos introduzidos através do abdômen materno até o útero.

Por envolver riscos como infecção e parto prematuro, essa abordagem é cuidadosamente avaliada e indicada apenas quando os benefícios superam os riscos.

O ponto central é que o diagnóstico precoce faz diferença. Com acompanhamento adequado, grande parte das alterações urinárias pode ser monitorada e tratada com segurança, muitas vezes sem necessidade de intervenção imediata.

 

 

 

Dr. Marcelo de Oliveira Rosa

Uropediatra em Goiânia

CRM-GO: 6839  RQE: 3524/3629

Clínica do Cálculo

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Contato:(62) 4008-7800

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