A criptorquidia, conhecida como “testículo não descido”, é uma condição em que um ou ambos os testículos não estão posicionados dentro do saco escrotal ao nascimento. Trata-se de uma alteração relativamente comum, especialmente em bebês prematuros.
Estima-se que a condição esteja presente em cerca de 45% dos prematuros e em aproximadamente 5% dos recém-nascidos a termo. Em muitos casos, há descida espontânea nos primeiros meses de vida, o que influencia diretamente a decisão sobre o tratamento.
Quando o testículo pode descer sozinho?
Nos primeiros meses após o nascimento, ainda existe a possibilidade de descida espontânea do testículo, principalmente até os 6 meses de idade. Por isso, nesse período inicial, a conduta costuma ser de observação acompanhada por um especialista.
Após esse tempo, as chances de descida natural diminuem significativamente.
Existe tratamento com remédio?
Sim, em alguns casos selecionados, pode ser indicado o uso de tratamento hormonal.
A terapia mais utilizada envolve a gonadotrofina coriônica humana (hCG), que atua estimulando o testículo e pode favorecer sua migração para o escroto. Esse tratamento pode ser associado a outros medicamentos que promovem um amadurecimento temporário da função testicular.
No entanto, é importante entender um ponto crítico: o tratamento hormonal não funciona em todos os casos e apresenta taxas de sucesso limitadas.
Por isso, a indicação deve ser criteriosa e sempre feita por um uropediatra, considerando o tipo de criptorquidia, a localização do testículo e a idade da criança.
Quando não há descida espontânea ou resposta ao tratamento clínico, a cirurgia (orquidopexia) passa a ser o tratamento mais indicado.
A recomendação atual é clara: o procedimento deve ser realizado preferencialmente entre 6 meses e 1 ano de idade.
Dr. Marcelo de Oliveira Rosa
Uropediatra em Goiânia
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Clínica do Cálculo
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